sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Detento morre ao tentar fugir do Pemano de Tremembé, SP



Um preso morreu nesta quinta-feira (20) depois de tentar fugir do Centro de Progressão Penitenciária de Tremembé. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, o homem se feriu ao pular os alambrados da linha de tiro.

A fuga aconteceu por volta das 8h durante uma revista de rotina nos dormitórios. O preso foi recapturado já próximo ao muro que delimita a unidade. Com muitos cortes provocados pelos ouriços de segurança, ele foi levado ao pronto-socorro  de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em nota, a SAP informou que com o fugitivo foram encontrados "um celular, 95 gramas de substância (pó branco) aparentando ser cocaína e 25 gramas de erva esverdeada supostamente maconha".


fonte: G1

sábado, 15 de agosto de 2015

Presídio barra entrada de isqueiros com componentes de celulares




Funcionários da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) apreenderam nesta sexta-feira (14) componentes de telefones celulares na Penitenciária de Pacaembu. 

Os itens estavam dentro de isqueiros que haviam sido enviados por correspondência ao presídio.

De acordo com a SAP, os componentes não foram visualizados através do aparelho de raios-x da unidade prisional. No entanto, em nova inspeção (manual) realizada por um funcionário do Setor de Inclusão, os acessórios foram encontrados. A secretaria ressaltou que os isqueiros funcionavam normalmente.

O órgão estadual ainda destacou que todos os presos que são surpreendidos com drogas ou celulares respondem criminalmente, além de sofrer sanções disciplinares e de perder os benefícios conquistados durante o cumprimento da pena.

fonte: G1 
 

domingo, 9 de agosto de 2015

PM já capturou 26 dos 37 presos que foram soltos por grupo em Mococa

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou na tarde deste domingo (9) que a Polícia Militar de Mococa (SP) capturou mais quatro presos dos 37 libertados por uma quadrilha durante um assalto a um carro-forte na Rodovia Abrão Assed (SP-338), que liga a cidade a Caujuru. Até a publicação desta reportagem, 26 detentos foram recapturados.

Na manhã de sexta-feira (7), 12 suspeitos fortemente armados roubaram R$ 1 milhão do carro-forte e mataram o motorista que drigia o veículo. Após o assalto, a quadrilha se deparou com um comboio da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que levava 41 presos de Casa Branca para Serra Azul para apresentações judiciais. O bando fugiu nos dois veículos do Estado, levando os detentos, que foram libertados momentos depois na SP-338. Desses, 37 fugiram e apenas quatro permaneceram no local.

No mesmo dia, 20 detentos foram recapturados em uma operação que mobilizou policiais de toda a região. Na madrugada de sábado (8), um detento de 32 anos foi encontrado próximo à Fazenda Avisco, na zona rural. A PM chegou a ele após receber uma denúncia de que havia um homem escondido em um dos casebres. Após ser detido, ele foi encaminhado para Casa Branca. Durante o dia, outro presidiário também foi localizado.


fonte: G1

Visitantes de presídio de Casa Branca são detidas com drogas em genitálias

Três mulheres foram presas em flagrante na manhã deste sábado (8), em Casa Branca (SP). De acordo com a Polícia Civil, elas estavam com entorpecentes escondidos nos órgãos genitais e tentaram entrar com a droga na penitenciária da cidade.

Tanto as suspeitas quanto os entorpecentes foram levados para o plantão policial e a ocorrência está sendo apresentada. Até o momento, foi aberto um dos quatro pacotes encontrados com as mulheres e foram contabilizados 151 gramas de cocaína.

Após o registro do caso, as três suspeitas, com idades entre 20 e 30 anos, devem ser levadas para a cadeia de Tambaú.


fonte: G1

Confusão marca saída de presos de complexo na região de Campinas

Mil seiscentos e cinquenta e um detentos receberam o induto do "Dia dos Pais" neste fim de semana no Complexo Penitênciário Campinas-Hortolândia (SP). O jornal da EPTV, afilada da TV Globo, registrou flagrantes de venda de produtos falsificados e consumo de drogas nas proximidades das unidades assim que os presos receberam o benefício de saída temporária. Os presos têm data para voltar, o dia correto é definido pela Justiça.

O benefício é dado a quem tem bom comportamento na cadeia. Dentre os flagrantes, um homem em meio as outras pessoas acendendo um cigarro de maconha. Há também vendedores de óculos, bebidas alcoólicas, cigarros e churrasquinho.

O trânsito também ficou comprometido, pessoas divindo espaços com os carros e congestionamentos. Isso acontece em um área que deveria ser de segurança.

Segundo o especialista em segurança Ruyrillo de Magalhães, deveria a administração penitenciária promover conversas com os condenados no sentido que evitassem o contato com essas pessoas que estão na porta.

"Pessoas usando drogas, vendendo produtos possivelmente falsificados, tudo isso é muito negativo a quem está buscando um retorno à sociedade. Ele vem pra uma sociedade que parece pior do que lá dentro", afirma Magalhães.

A maioria das pessoas reunidas em frente ao complexo são famílias e amigos que aguardam a saída dos presos. Os detentos saem pelos portões do fundo e cruzam a linha do trem. O trecho onde os comerciantes montam as barracas é perigoso, não tem acostamento e há muita sujeira no local.
 
Notificação do sindicato

Dois sindicatos dos agentes que trabalham nos presídios reclamam da falta de estrutura e pedem mais segurança nos dias em que os presos recebem os indultos.

De acordo com o Sindicato dos Agentes de Escolta e Vigilância Penitênciários do estado (Sindesp), o número de pessoas na porta do presídio coloca em risco o sistema de segurança da unidade. E informou que vai notificar o estado sobre o ocorrido.

Segundo Antônio Pereira Ramos, presidente do Sindesp, a situação vista nas 'saidinhas' é comum. "É comum. Mas uma questão muito simples de ser resolvida, que é a própria coordenadoria mediante ofício encaminhado a Polícia Militar solicitando viaturas para determinados dias e épocas.
Principalmente nas datas específicas que já se sabe que é vulnerável a questão da segurança", afirma Ramos.

Posição dos orgãos de segurança

A Secretaria de Administração Penitenciária informou que desconhece ocorrências de venda de entorpecentes e ação de agiotas no local, mas pediu para a Polícia Militar intensificar o policiamento nas imediações das unidades prisionais.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou, por meio de nota, que as policiais atuam no combate ao tráfico de drogas e a criminalidade da região do 1º Distrito Policial de Hortolândia.

Segundo o órgão, as ações resultaram no aumento de 88% nos flagrantes de tráfico de drogas e de 29,8% nas prisões, além da queda de 17,7% nos roubos.

A Serviço Técnicos Gerais (Setec) informou que fiscaliza a ação de ambulantes e de que não foi comunica sobre a atuação de vendedores na porta do presídio.



fonte: G1



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

PM recaptura 20 dos 37 presidiários libertados por quadrilha na SP-338



A Polícia Militar conseguiu recapturar 20 dos 37 presidiários libertados por uma quadrilha na manhã desta sexta-feira (7) na SP-338, que liga Mococa (SP) a Cajuru. Dois dos criminosos foram encontrados no fim da tarde e outros três durante a noite em uma ação que mobilizou policiais de toda a região.

O grupo foi transportado para Mococa no mesmo caminhão da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) que havia sido interceptado pelos bandidos. Um dos seguranças que estava no carro-forte morreu durante o ataque que levou à fuga de detentos que estavam sendo transferidos de unidade prisional. A polícia ainda busca os outros 20 presos que estão foragidos.

Os outros seguranças que estavam no carro-forte foram para a delegacia de Mococa. O veículo que transportou o grupo recapturado estava danificado e parou de funcionar assim que chegou à delegacia. O problema no automóvel foi causado porque os presos que escaparam destruíram parte da cabine e cortaram a fiação elétrica do caminhão.

A polícia apreendeu as armas que pertenciam à empresa de segurança: duas espingardas calibre 12, um revólver calibre 38 com 24 munições, um carregador de calibre 762, munições de calibre doze e de fuzil.

Além disso, no veículo que transportava os presidiários, também foi quebrada uma câmera traseira que transmitia imagens dos presos para a cabine. Um pó branco foi jogado no local pela quadrilha para limpar as digitais. Os presos que foram encontrados após a fuga haviam sido divididos em dois carros e levados para a Penitenciária de Casa Branca (SP), no entanto um caminhão da SAP chegou e realizou o transporte.

Em nota, a empresa Protege, responsável pelo carro-forte, afirmou que aguarda a apuração do ocorrido por parte da polícia. "Em relação ao ocorrido hoje, nesta sexta-feira, 07 de agosto,  na região de Mococa, com um de seus carros de transporte de valores, a Protege informa que aguarda a apuração dos fatos e, para isso, colabora com as autoridades policiais em sua investigação", explica o comunicado.

Entenda o caso

O carro-forte foi assaltado quando saía de Mococa. Policiais militares que faziam a escolta de viaturas que transportavam 41 presos na Rodovia Abraão Assed entraram em confronto com os criminosos e, na troca de tiros, um vigilante foi baleado e morreu no local. Outras pessoas também ficaram feridas.

Os assaltantes chegaram a explodir o carro forte e, na ação, detentos escaparam e entraram na mata ao lado da rodovia. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) confirmou que 37 presidiários foram libertados pela quadrilha. Os detentos estavam sendo levados de Casa Branca (SP) para Serra Azul (SP), para apresentações judiciais.

Quatro presidiários libertados permaneceram no local e não fugiram, segundo a SAP. Os fugitivos estão sendo procurados pela Polícia Militar, inclusive com apoio do helicóptero Águia, em canaviais e rodovias da região.

Um áudio de WhatsApp com mensagens trocadas entre policias militares revelou que os presos libertados foram soltos em um canavial entre Brodowski (SP) e Serrana (SP). Na gravação, um policial militar ainda não identificado comunica os demais sobre a libertação dos presos. O grupo também é suspeito de roubar um carro-forte minutos antes da interceptação do comboio.



fonte: G1

Áudio revela conversa de PMs após ataque a comboio com presos em SP




Um áudio de WhatsApp com mensagens trocadas entre policias militares revela que os presos libertados por uma quadrilha no momento em que eram transportados pela Rodovia Abrão Assed (SP-333), na manhã desta sexta-feira (7), foram soltos em um canavial entre Brodowski (SP) e Serrana (SP).

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) confirmou que 37 presidiários foram levados pelo bando, que também é suspeito de roubar um carro-forte, minutos antes da interceptação do comboio, na SSP-338, entre Mococa (SP) e Cajuru (SP). Nenhum suspeito foi preso.

Na gravação, um policial militar ainda não identificado comunica os demais sobre a libertação dos presos. A PM realiza buscas em canaviais e rodovias da região, com apoio de três helicópteros Águia, mas a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) não confirma quantos fugitivos foram recapturados.

“Pessoal, agora, eles... Agora não, já faz uns minutos, eles tomaram um bonde de presos, de sequestro e fugiram, e abandonaram já o bonde na cana, entre Brodowski e Serrana. Pessoal, eles resgataram mais de 38 presos, ponto 50. O Águia está por lá, está vendo indivíduos armados no chão, QSL? O negócio está feio, hein?!”, afirma o PM.

Em outro trecho do áudio, outro PM explica com detalhes como a ação ocorreu. Os suspeitos usaram um veículo SUV blindado para abordar o carro-forte na SSP-338. Houve troca de tiros e o motorista morreu no local. Não há informações sobre o total de feridos na ocorrência.

“O carro-forte foi abordado por uma Land Rover, os mala fortemente armado (sic), provavelmente ponto 50, sentaram o aço no carro-forte. Um QRT [morto] e dois feridos, os funcionários do carro-forte. Pegaram a grana. Nesse meio tempo, estava passando uma escolta de uma equipe de força tática e um bonde com 37 presos. Trombou com o QRU [ladrões]. Troca de tiros entre a PM e os mala (sic). Um papa Mike baleado no braço, socorrido”, explica o policial militar.

A abordagem ao comboio de presos ocorreu na Rodovia Abrão Assed, próximo à Cajuru. Nessa ação, os policiais militares que faziam a escolta dos presidiários também trocaram tiros com os suspeitos. Um PM teria sido baleado, apesar de a SAP informar que ninguém se feriu. “O policial foi baleado no braço, um policial da 51, QSL?”, afirma o PM no áudio.


Buscas

Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), nove detentos eram transportados em uma S-10 e outros 32 em uma viatura oficial - todos da Penitenciária de Casa Branca (SP) - com destino a Serra Azul (SP), para apresentações judiciais.

Quatro presidiários libertados permaneceram no local e não fugiram, segundo a SAP. Outros 37 estão sendo procurados pela Polícia Militar. O trecho da Rodovia Abrão Assed permanece interditado.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o delegado de Mococa, Wanderley Fernandes Martins Junior, está no local e investiga o caso. Ainda de acordo com a SSP, uma equipe do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) está a caminho do local para apoiar as investigações.

O Grupo Protege, empresa responsável pelo carro-forte roubado, informou em nota que aguarda a apuração dos fatos e que colabora com as autoridades policiais na investigação.



fonte: G1



Quadrilha intercepta comboio e 37 presos fogem em rodovia de Cajuru



A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) confirmou no início da tarde desta sexta-feira (7) que 37 presidiários foram libertados durante a manhã por uma quadrilha que interceptou dois veículos que faziam o transporte dos detentos na Rodovia Abrão Assed (SP-333) próximo a Cajuru (SP).

O bando é o mesmo suspeito de explodir e roubar um carro-forte na SP-338, entre Mococa (SP) e Cajuru (SP), na manhã desta sexta. Um segurança que transportava o dinheiro foi morto em confronto com os ladrões. Outras pessoas ficaram feridas.

Ainda de acordo com a SAP, também houve troca de tiros entre os suspeitos e os agentes penitenciários que faziam a escolta dos presos, mas ninguém se feriu. Nove detentos eram transportados em uma S-10 e outros 32 em uma viatura oficial. Eles eram levados de Casa Branca (SP) para Serra Azul (SP), para apresentações judiciais.

Quatro presidiários libertados permaneceram no local e não fugiram, segundo a SAP. Outros 37 estão sendo procurados pela Polícia Militar, inclusive com apoio de três helicópteros Águia, em canaviais e rodovias da região. O trecho da Abrão Assed permanece interditado.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) informou que o delegado de Mococa, Wanderley Fernandes Martins Junior, está no local e investiga o caso. Ainda de acordo com a SSP/SP, uma equipe do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) está a caminho do local para apoiar as investigações.


fonte: G1


Criminosos assaltam carro forte e libertam 37 presos em rodovia, diz PM




Homens armados assaltaram um carro forte na manhã desta sexta-feira (7) na rodovia SP-333, que liga Mococa (SP) a Cajuru. De acordo com a Polícia Militar, houve troca de tiros e um dos seguranças do veículo morreu na ação, que levou à fuga de detentos que estavam sendo transferidos de unidade prisional.

O carro forte foi assaltado quando saía de Mococa. Policiais militares que faziam a escolta de viaturas que transportavam presos na Rodovia Abraão Assed entraram em confronto com os criminosos e, na troca de tiros, um vigilante foi baleado e morreu no local. Outras pessoas também ficaram feridas.
Os assaltantes chegaram a explodir o carro forte e, na ação, detentos escaparam e entraram na mata ao lado da rodovia.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) confirmou que 37 presidiários foram libertados pela quadrilha. Os detentos estavam sendo levados de Casa Branca (SP) para Serra Azul (SP), para apresentações judiciais.

Quatro presidiários libertados permaneceram no local e não fugiram, segundo a SAP. Outros 37 estão sendo procurados pela Polícia Militar, inclusive com apoio do helicóptero Águia, em canaviais e rodovias da região.


fonte: G1

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Câmara aprova separação de presos de acordo com gravidade de crime



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta terça-feira, 4, projeto de lei do Senado que determina a separação de presidiários de acordo com a gravidade do crime praticado. Como o texto tramitava em caráter terminativo, já seguirá para sanção da presidente Dilma Rousseff.

O texto foi apresentado em 2007 pelo então senador Aloizio Mercadante (PT-SP), atual ministro da Casa Civil, e altera a Lei de Execução Penal. O texto atual determina apenas a separação entre preso provisório e condenado por sentença transitada em julgado e entre primários e reincidentes.

De acordo com a proposta, os presos provisórios ficarão separados da seguinte maneira: acusados pela prática de crimes hediondos ficam separados de acusados pela prática de crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa e de acusados pela prática de outros crimes.

A separação dos presos condenados segue a seguinte regra: condenados pela prática de crimes hediondos ficam separados de reincidentes condenados pela prática de crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, de primários condenados pela prática de crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa e dos demais condenados pela prática de outros crimes.

O projeto de lei diz ainda que o preso que tiver sua integridade física, moral ou psicológica ameaçada pela convivência com os demais presos ficará segregado em local próprio.

"Certamente, não há critérios de classificação imunes a críticas, por isso, mais do que correção, deve se observar a utilidade do critério. Nesse sentido, os critérios apresentados são úteis à preservação da integridade física e psíquica do preso, bem como a sua reeducação, tendo em vista a convivência com outros em situação similar.

Evidentemente, ainda continuam necessários os regimes especiais, para aqueles mais resistentes à ressocialização", afirma o deputado Esperidião Amin (PP-SC) em seu relatório na CCJ.


fonte: Uol Notícias

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Deputado entra com pedidos para esclarecer acordo do governo paulista com PCC



São Paulo – O deputado estadual Raul Marcelo (Psol) deu entrada hoje (3) nos requerimentos para convocar ou convidar, dependendo do caso, ex-membros do governo do estado em 2006, para prestar esclarecimentos, na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, sobre as supostas negociações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2006. O objetivo era o fim dos ataques contra policiais em maio daquele ano.

O delegado José Luiz Ramos Cavalcanti é uma das pessoas que deputados do colegiado querem ouvir. Ele teria mediado o encontro entre o governo e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. O ex-secretário de Administração Penitenciária Nagashi Furukawa e a advogada Iracema Vasciaveo (que atuava na defesa dos presos) são os outros dois. Na semana passada, o jornal O Estado de S. Paulo afirmou ter obtido um depoimento de Cavalcanti à Justiça em que ele revelaria detalhes das conversações entre o governo e o PCC.

“Se eles forem à comissão, será uma oportunidade muito importante para esclarecer tudo. Uma dúvida muito importante a esclarecer é se essas reuniões continuaram ou não. Nada impede que as reuniões tenham acontecido em 2006 e tenha se tornado uma rotina”, diz Raul Marcelo. “A dúvida da população é essa. A expectativa é grande e vai ficar muito ruim para o PSDB se tentar qualquer manobra para impedir a ida dessas pessoas à Alesp.”

A ideia é chamar também para prestar esclarecimentos o secretário de Segurança Pública da época, Saulo de Castro Abreu Filho, e o então governador Claudio Lembro.

Segundo o parlamentar, a privatização de parques públicos (proposta do governo estadual por meio do Projeto de Lei 249/2013), a extinção do Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam) e da Fundap, além da discussão sobre a privatização da linha 5-Lilás do metrô, anunciada por Alckmin na semana passada, são outras pautas destacadas por Raul Marcelo.

Segundo o parlamentar, a transferência das operações da Linha 5-Lilás para a iniciativa privada vai ser discutida com representantes do Sindicato dos Metroviários de São Paulo na quarta-feira (5). O governo pretende que a linha seja operada inteiramente pela empresa vencedora de uma licitação cuja modelagem está em elaboração.

Hoje, a linha 5-Lilás opera 9,6 quilômetros de trilhos com sete estações. O primeiro trecho, entre Capão Redondo e Largo Treze, foi entregue em 20 de outubro de 2002. A estação Adolfo Pinheiro, última a entrar em operação, foi entregue apenas no ano passado.

A linha está em construção desde 1998. No início, era linha G da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Seu cronograma foi alterado várias vezes. Inicialmente, a conclusão era prevista para 2006. Segundo a previsão mais recente, as dez estações restantes estarão em funcionamento em 2018. A última estação entregue da linha 5-Lilás foi a Adolfo Pinheiro, no ano passado. Atualmente, a expansão está orçada em R$ 9,1 bilhões.

Quando estiver em operação com todas as estações, a linha fará ligação com a linha 1-Azul na estação Santa Cruz e com a linha 2-Verde na Chácara Klabin.


fonte: RBA
 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

CONTRA O IMPOSTO SINDICAL PARA OS AGENTES PENITENCIÁRIOS DE SÃO PAULO

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Petição Pública

Presos são detidos ao tentar fugir de pavilhão na PII de Presidente Venceslau


A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que durante a manhã desta terça-feira (28), dois detentos tentaram fugir da Penitenciária “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, a PII de Presidente Venceslau. Conforme o órgão, os homens estavam do lado de fora do pavilhão.

Segundo o registro, por volta das 7h50 os agentes visualizaram quando dois sentenciados se encontravam em uma valeta de água. De imediato, segundo a Secretaria, outros funcionários e a torre da Polícia Militar foram acionados.

Diante da situação, uma equipe do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) compareceu ao local, algemou os sentenciados e os conduziu ao Pavilhão Disciplinar.

Foi feita uma varredura na cela dos envolvidos, onde foi encontrado um pedaço de serra com aproximadamente oito centímetros, próximo a janela. Os demais detentos da cela, cinco ao todo, também foram removidos ao Pavilhão Disciplinar.

Todas os cárceres do mesmo raio passaram por revista geral. Um procedimento apuratório disciplinar e apuração preliminar foram instaurados para a averiguação do fato. A unidade registrou um boletim de ocorrência.


fonte: G1 
 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Depoimento mostra que governo fez acordo com facção em 2006, diz jornal



O depoimento de um delegado obtido pelo jornal "O Estado de S. Paulo" mostrou que o governo paulista fez um acordo com uma facção criminosa para encerrar ataques contra policias em 2006, informou o Jornal Hoje nesta segunda-feira (27). Já o atual secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, nega qualquer negociação do governo com criminosos.

Segundo a reportagem do jornal "O Estado", a declaração sobre o acordo foi dada pelo delegado Luiz Ramos Cavalcanti em um processo judicial que investiga advogados supostamente ligados ao crime organizado. Os 293 ataques contra bases e postos da Polícia Militar, além de delegacias mataram 152 pessoas, entre elas 45 civis, policiais civis, militares, agentes carcerários e guardas.

Na época, então secretário estadual da Administração Penitenciária Nagashi Furukawa determinou o isolamento de 765 presos, incluindo um dos líderes da facção Marcos Camacho, o Marcola, que estava preso em Presidente Venceslau e foi transferido para o presídio de Presidente Bernardes.

De acordo com a reportagem de "O Estado", o delegado participou do encontro. A proposta da facção, feita pela advogada Iracema Vasciaveo, era que os ataques parariam depois que houvesse a confirmação de que Marcola não havia sido torturado por policiais e que os presos amotinados não seriam agredidos.

No depoimento, o delegado também afirmou que o então governador Cláudio Lembo autorizou o encontro, que ocorreu dentro do presídio de segurança máxima Presidente Bernardes. Ao Jornal Hoje, a assessoria do governo de São Paulo divulgou uma nota afirmando que o fato do estado concordar que não haveria represálias contra os presos não significa acordo.

O comunicado informou ainda que é obrigação do estado não fazer represálias. Segundo a assessoria de imprensa do governo, a nota também responde pelo ex-secretário da Segurança Pública Saulo de Castro Abreu Filho, que atualmente é secretário de governo.

A produção do Jornal Hoje não conseguiu falar com então governador Cláudio Lembo nem com então secretário da Administração Penitenciária Nagashi Furukawa para comentarem o assunto.
Durante divulgação de dados sobre a criminalidade em São Paulo na manhã desta segunda-feira, o atual secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, negou qualquer acordo do governo com facções e/ou criminosos.

"Nós não fazemos nenhum acordo com bandido, nenhum acordo com criminosos, sejam eles de facções criminosas, sejam eles de não facções criminosas. Tanto que todos os líderes, os grandes líderes de facção criminosas continuam presos em regime diferenciado disciplinar", disse.



fonte: G1 


domingo, 26 de julho de 2015

Perseguições e ameaças a agentes aumentam após greve, diz sindicato



"A gente sabe que está sendo monitorado", conta o agente penitenciário Carlos Rufino, que também é diretor regional do sindicato da categoria. Segundo ele, os profissionais que trabalham no complexo penitenciário Campinas-Hortolândia estão sendo vítimas de ameaças frequentes desde que a categoria deflagrou greve na segunda-feira (20). O movimento foi encerrado no estado de São Paulo na sexta-feira (24).

O ato, que pedia melhores condições de trabalho, organizado pelo Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de SP (Sindasp), ganhou força com a indignação dos profissionais após dois ataques, que terminaram com um agente assassinado e outro baleado nos dias 16 e 9 de julho, respectivamente. Rufino, que há 21 anos trabalha como agente, conta que colegas estão com medo de novos ataques.

"Temos vários relatos do fim de semana pra cá de companheiros que perceberam que estavam sendo seguidos, de câmeras filmando discretamente, moto passando várias vezes no mesmo local, nas residências ou na frente do complexo, passam devagar olhando", denuncia.

Observados por ex-condenados

A tensão gerou pânico para dois agentes no segundo dia da greve. Um deles, que pediu para não ter a identidade revelada, contou ao G1 que estava fazendo um "bico" de segurança com outro colega quando percebeu que eles estavam sendo observados e chamou a polícia.

"Eu e um amigo de trabalho pegamos três ex-condenados observando nosso trabalho. A Polícia Militar e o Garra vieram no apoio.

Na abordagem, nada foi encontrado com os suspeitos e eles foram liberados. À noite, no mesmo dia, os três acabaram presos por policiais do Batalhão de Ações Especiais da PM (Baep) com uma arma e dinheiro suspeito. Foram apontados pelos PMs como responsáveis por roubos. No entanto, novamente foram soltos após o pagamento de fiança.

O agente usa meios próprios, como arma e colete balístico que comprou por conta, para se proteger e não ficar tão vulnerável. "Sempre de colete, antes de sair observo a rua se não tem algo suspeito, mudo meu itinerário sempre que dá e andando com minha arma sempre pronta e de fácil acesso, caso precise", conta.
 
Mais segurança

O diretor regional do sindicato disse que também tem tomado providências por conta própria para se prevenir. "Ao sair na rua, a gente está tendo cautela maior pra chegar em casa, pra ir para o trabalho. Estamos em estado de atenção redobrado", diz Rufino.

O Sindasp informou que já fez pedidos por patrulhamento ostensivo no entorno do complexo penitenciário para garantir a segurança dos funcionários, mas sem retorno da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Além disso, disse que o processo de renovação de porte de arma é lento, e pode chegar a sete meses.

Na sexta (24), a SAP disse, em nota, que solicitou à Polícia Militar um reforço no patrulhamento na área do complexo Campinas-Hortolândia, principalmente nos horários de entrada e saída dos servidores. Informou, ainda, que a secretaria também está em contato com os órgãos competentes para melhorar a iluminação pública ao entorno e está desenvolvendo planejamento para aperfeiçoar o sistema de monitoramento através de câmeras no local.

Apesar da denúncia sobre a demora para renovar o porte de armas dos agentes, a SAP
informou que as cédulas de identidade funcional e a renovação para porte seguem no prazo normal, estipulado em até 40 dias.

O período inclui o recebimento dos documentos, conferências da documentação, avaliação do pedido pela comissão do porte de arma, confecção e o encaminhamento para as coordenadorias que, em seguida, repassa para as unidades prisionais, segundo a SAP.

Ataques investigados
 

O agente Rodrigo Barella foi morto após ter saído do Centro de Detenção Provisória de Campinas (SP), onde trabalhava há cerca de dois anos na área de enfermagem. O outro profissional baleado foi atingido por disparos quando chegava em casa em Hortolândia (SP). Os dois casos estão sendo investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Polícia Civil de Hortolândia, respectivamente.

Para Rufino, os ataques chamam a atenção porque os profissionais não lidavam diretamente com os presos.

"A gente acha que é um crime organizado querendo medir forças com o estado. Não houve nenhum mal-estar entre a população carcerária, nenhum fato que desencadeasse os ataques. Pegaram duas pessoas, um não tinha contato direto com presos porque era diretor dos agentes de vigilância penitenciária, e o outro trabalha na enfermaria".

Após a morte do agente Barella, o complexo penitenciário paralisou os trabalhos por três dias, inclusive com suspensão das visitas de familiares e amigos no fim de semana. A greve teve início na sequência desses acontecimentos. No complexo, ela foi suspensa nesta sexta (24), mas as visitas permanecem canceladas até a próxima sexta (31), por questões de segurança.

Pressão gera afastamentos

O número de profissionais que são afastados por medo das ameaças, pânico e outros problemas de saúde gerados pela pressão do trabalho tem aumentado, segundo o diretor regional do sindicato. Para ele, a situação mais crítica na região é a da Penitenciária Feminina de Campinas.

"A gente tem medo que toda essa situação de tensão aumente mais ainda o número de afastamentos médicos. Tem unidades que a quantidade de afastamentos chega à metade do efetivo, como na penitenciária feminina de Campinas. Boa parte por conta de pânico, pelos relatos que chegam no sindicato", afirma Rufino.

O G1 solicitou ao Departamento de Perícias Médicas de SP o número de profissionais afastados na região e no estado, mas não teve resposta.


fonte: G1