segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Familiares denunciam superlotação em presídios do noroeste paulista

Famílias de presos da região noroeste paulistas reclamam de superlotação e condições precárias. A justiça diz que o sistema prisional é falho e não ressocializa ninguém. A reportagem foi exibida no Tem Notícias deste sábado (13).

No Centro de Detenção Provisória de São José do Rio Preto (SP), os problemas começam do lado de fora e não atingem apenas os presos, mas também os parentes deles. Em imagens gravadas pelo tem notícias, uma mulher aguarda pela hora da visita deitada na calçada. É uma longa espera e quem consegue entrar, sai preocupado. Os parentes reclamam da superlotação e das condições precárias do local.

Os problemas do sistema prisional se repetem em outras cidades da região e do Estado. Um levantamento da Defensoria Pública indica que seria preciso construir dois presídios a mais por dia para suprir a demanda. Diariamente, faltam vagas para 80 presos no estado de São Paulo.

São cerca de 2.800 vagas nos presídios da região de Rio Preto. Mas hoje, eles abrigam cerca de 5 mil detentos, quase o dobro da capacidade. A penitenciária de Riolândia (SP) tem capacidade para 792 presos e abriga o dobro. Na região de Araçatuba (SP), a situação também é grave. As 11 penitenciárias tem cerca de 4 mil presos além da capacidade.

A superlotação dessas unidades também reflete nas cadeias. Há três semanas, 26 detentos fugiram da carceragem da delegacia de investigações gerais de rio preto. Até agora 19 foram recapturados.

Em visita à região no mês passado, o governador Geraldo Alckmin disse que o estado aposta numa parceria público-privada e na construção de novas penitenciárias para solucionar o problema. Para os parentes de presos, cada dia de espera para ver os detentos em melhores condições é longo e doloroso.


fonte: G1

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